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21.08.15

"Para alguém de um país ocidental com tendência democrática, o senhor Ikea desenvolvera um conceito comercial no mínimo insólito: a visita forçada ao seu estabelecimento.

Assim, se quisesse aceder à zona de self-service situada no rés do chão, o cliente era obrigado a subir ao primeiro andar, percorrer um gigantesco e interminável corredor que serpenteava entre quartos, salas e cozinhas em exposição, cada espaço mais bonito do que o anterior, passar por um restaurante aliciante, comer umas almôndegas ou wraps de salmão e só depois descer à secção de vendas para finalmente efetuar as suas compras. Em suma, uma pessoa que quisesse comprar três parafusos e duas cavilhas saía quatro horas depois com uma cozinha equipada e uma boa indigestão.

Os suecos, pessoas muito previdentes, tinham inclusive desenhado uma linha amarela no chão para indicar o caminho a seguir, não fosse dar-se o caso de um visitante ter a má ideia de se desviar do rumo certo."

 

Romain Puértolas, A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea

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publicado às 13:45



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