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(193)

01.08.20

" Na construção de uma narrativa, o escritor ocupa, de certa maneira, este lugar do divino. O teu silêncio deve ser tão cruel e repleto de amor como o silêncio de Deus. O(s) teu(s) protagonista(s) é/são responsável/eis pelas suas escolhas e deve(m) reconhecer as consequências das suas acções, mas nunca lhe(s) deves dizer porquê.

Não há nada que mate um livro mais depressa do que a justificação ou a exposição forçada.

Noutras palavras: a imanência, na qual existimos e trabalhamos, e sobre a qual trabalhamos, não carece de explicação. Se a tua prosa for verdadeira, nunca precisarás de dizer porquê. Apenas Quem, Como, Onde, Quando."

 

João Tordo, Manual de Sobrevivência de um Escritor

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publicado às 21:15



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